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A maternidade com apego… e a paternidade também!

A maternidade com apego... e a paternidade também!

Maternidade com apego, coisa linda de se ler!!

Um tempo atrás descobri o nome da maternidade que ando levando por aqui! E que o Papai Vip também adotou como técnica para cuidar do nosso pequeno.

Ela não tem regras, é uma maternidade leve, que não aceita pitacos e você segue o que coração mandar.

Exemplo, quer ver uma mãe ou um pai bravo aqui em casa?

É determinar o que precisamos fazer com o nosso filho.

 

 

 

Nossa primeira “regra” do apego:

Aqui o tetê e colo são livres!!

Meu filho pediu, é o momento de pararmos tudo e dar a atenção merecida para ele.

Ao contrário que muitos acham, ele não é uma criança dependente ou só pensa em ficar no colo.

Posso dizer que 80% do tempo, o Otto está na sua cadeirinha de descanso ou no tapetinho brincando até dormir sozinho.

A maioria das vezes, ele chama a nossa atenção com reclamação ou pequenos choros, querendo o seu tetê ou apenas informando que é necessário trocar a fralda.

E as vezes, é um tetê com balanço gostoso para ajudá-lo a dormir.

Assim eu sempre tenho tempo para outras coisas aqui em casa.

 

 

 

 

Claro, estou falando do comportamento de um bebê de 5 meses, mas vamos voltar alguns meses atrás:

Quando o Otto nasceu, era um bebê muito calmo, eu que tinha que acorda-lo para mamar, senão ficava no carrinho dormindo. Para vocês terem idéia, na primeira semana de vida dele eu já estava em pé fazendo comida e lavando as panelas (o que não é recomendável para uma cesárea).

O marido até falava para deixar para ele fazer e eu, estava me sentindo uma inútil e para o meu “bem”, achava melhor fazer.

Na segunda semana o meu bebê aprendeu que mamar é bom e aí, eu tive uma briga interna muito grande dentro da minha cabeça;

Queria muito fazer as coisas, trabalhar e outras em casa, mas tinha que parar e ficar uma hora ou até mais, dando atenção para o Otto.

Para não sofrer, tive que jogar a toalha, me render a tal maternidade que estava na minha frente.

Deixar todas as coisas de lado e fazê-las conforme a música tocava.

A prioridade era, acudir o bebê, dormir enquanto ele dormia, me alimentar e depois, caso conseguisse, fazer o resto das coisas.

Enquanto isso era o marido que estava administrando tudo sozinho (obrigada amor).

 

 

 

 

Com o passar do tempo, percebemos que o nosso filho queria era estar perto da gente, nos seus dois meses de vida, começamos a deixar a cadeira de descanso ao nosso lado, passamos a cantar e conversar com ele enquanto trabalhávamos.

Quando começou a se interessar pelos objetos, passamos a apresentar brinquedos apropriados para bebês, assim, era um momento perfeito para ensiná-lo algo e ao mesmo tempo, mostrar como é que se brinca.

No momento em que se distraía sozinho, voltávamos a nossa área de trabalho e continuávamos a vida normal.

Reclamou, voltávamos a atenção novamente para ele.

 

 

 

E a televisão?

Sempre evitei deixar ele na frente do computador ou televisão, as vezes ele assistia um ou dois desenhos escolhido por mim, mas logo perdia interesse. Posso dizer que até hoje é assim, ele fica nem meia hora assistindo qualquer desenho e logo fica entediado, reclama.

 

 

 

 

Claro, sempre existirão dias mais turbulentos, especialmente quando é uma vacina ou até um simples dodói.

Não gostamos de ver nosso pequeno para baixo, por esse motivo, paramos tudo que estamos fazendo e a atenção é 100% até ele melhorar.

Quando eu preciso fazer algo, é o Papai Vip que assume o posto e não posso negar, a presença do pai na criação do nosso filho é essencial.

Em dias normais ele também me ajuda bastante, principalmente quando estou fazendo comida, tomar um banho ou até faxinar a casa.

O papai vira o seu amigão, distraindo com brincadeiras, educando e dando muito amor nosso pequeno.

O papai está sempre  lendo e estudando, passando novas informações para mamãe. Sempre rola até debate de coisas que aprendemos e se vamos ou não aplicar com o Otto.

Sim, toda decisão é tomada pelos dois, sem mais e nem menos.

 

 

 

 

 

Outro fato do apego materno: aqui rola quarto compartilhado e o berço é encostado na minha cama.  Não vou negar que já rolou cama compartilhada, mas a maioria das vezes, ele dorme no berço dele.

Isso também me ajuda demais na amamentação livre demanda, não precisar sair do quarto e posso encostar na minha cama e amamentá-lo sem incomodo nenhum, é a melhor coisa da vida.

“Ah, seu filho será uma criança medrosa…”

Existem estudos que mostram o contrário, que ao crescer, uma criança se torna mais confiante para encarar as dificuldades da vida quando é atendida pelos pais. Você sabia?

Outra, que mal tem do nosso filho nos ver como super heróis para protegê-lo do “bicho papão” que mora dentro do armário?

 

 

 

 

E os pitacos?

Pitacos nunca são bem vindos na maternidade com apego, principalmente aqui em casa.

Até agora nós dois temos toda a paciência do mundo, explicamos o porque escolhemos esse estilo de vida para nossa família.

Uma vez escutamos que dar colo para criança é alimentar a birra…

Primeiro, um bebê até um ano de idade não tem birra e sim: fome, medo, frio ou calor, fralda molhada, cansaço e até saudades do cheiro da mãe.

Segundo, não queremos criar um filho triste e desconfiado com o mundo, que vai achar que todos estão contra ele.

Sim, isso é fato e está comprovado que crianças que são atendidas pelos pais, são crianças bem mais independentes e com menos problemas psicológicos na vida adulta. E ja estamos percebendo os resultados disso, inclusive.

“Quando vocês vão dar água, comida, doces e afins para esse menino?” Outro pitaco clássico…

Explico que prefiro seguir o plano alimentar criado especialmente para ele, com supervisão da médica e nutricionista.

“Ah mas ninguém morreu por causa disso, ele pode comer um pedacinho de chocolate…”

E novamente, eu poderia até responder perguntando, se em algum momento a intenção deles foi de matar mas deu errado…

Mas apenas falo “aqui preferimos errar por zelo, que por falta”, sacou?!

 

 

 

 

Em breve, começaremos a introdução alimentação do nosso filho.

Pelo bem dele, a papinha será oferecida com 6 meses, após a última vacina pentavalente.

Já escutei várias cobranças ou opiniões “seu filho pode ficar desidratado”, gente, o leite materno tem poder.

Mas isso é assunto para outro post, que vou explicar tintim por tintim para vocês entenderem sobre essa nova etapa.

 

 

 

Enquanto isso deixo duas dicas bem legais:

A primeira é um livro chamado Bésame Mucho do pediatra Carlos González, que explica a criação com apego e é uma delícia de se ler.

A segunda dica é o blog Mãe Pop que conheci pelo facebook e descobri o termo maternidade (criação) com apego.

Aproveita e segue o instagram Manga com Papinha, todo dia tem novidades por lá.

 

Lembra-se, seu filho não é o seu inimigo e sim, o seu maior tesouro e amor!

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